Locação comercial recebe o impulso dos programas da Prefeitura de Curitiba voltados à revitalização da região central da cidade. Foto: Daniel Castellano/PMC

Região central da cidade foi a mais procurada por quem locou um imóvel para comércio ou moradia em novembro

O mercado de locação imobiliária em Curitiba manteve ritmo de estabilidade em novembro, impulsionado principalmente pelo interesse dos investidores. Dados do estudo recente apresentado pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), mostram que a Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial atingiu 20,4% no mês, alta de 1,3 ponto percentual (p.p.) em relação a outubro e de 3 p.p. no comparativo com novembro de 2024.

Na média trimestral, o LSO residencial de 2025 ficou em 19%. O índice é 1,4 p.p. superior ao registrado em 2024 e 0,4 p.p. acima do mesmo período de 2023, confirmando a constância do mercado de locação na capital paranaense.

“O ticket médio da locação segue em trajetória de alta e isso demonstra que o mercado está, de fato, locando imóveis. Existe demanda, e as unidades que estão corretamente precificadas e em boas condições são absorvidas pelo mercado”, avalia Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar, ao pontuar o acréscimo de 18,3% sobre o ticket médio do aluguel residencial em novembro de 2025 (R$ 2.357) no comparativo com o igual período de 2024.

No segmento comercial, a LSO foi de 6,6% em novembro, queda de 2 p.p. em relação a outubro, mas ainda 0,6 p.p. acima do índice registrado no mesmo mês de 2024. Na média trimestral, o LSO comercial foi de 7,2%, desempenho 0,5 p.p. superior ao de 2024 e 0,9 p.p. acima do igual período de 2023.

Assim como no mercado de vendas, a locação comercial recebe o impulso dos programas da Prefeitura de Curitiba voltados à revitalização da região central da cidade, o que contribuiu para a performance do segmento. Em novembro, o Centro respondeu por 23,3% dos contratos firmados com finalidade comercial, seguido por Batel (9,7%), Água Verde (8,7%) e Vila Izabel (7,8%). 

“Hoje, de cada quatro ou cinco imóveis comerciais locados em Curitiba, um está no Centro. É um movimento que não víamos com tanta intensidade há algum tempo e que está diretamente ligado a um ambiente mais favorável”, analisa Luciano Tomazini, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR.

Em novembro, a locação de conjuntos comerciais, por exemplo, subiu de 6,8% para 7,9%. A de barracões, ainda no segmento de imóveis comerciais, registrou alta de 0,8%, com o índice ficando em 12,2%. 

Aluguel de apartamentos studio cresce na capital  

Entre as tipologias de imóveis voltados à moradia, os apartamentos do tipo studio registraram alta expressiva, com a LSO da categoria saltando de 2,1%, em outubro, para 11,1%, em novembro. O tempo médio de locação, por sua vez, caiu de 29 para  20 dias. As residências de três dormitórios também se destacaram, avançando de 26,8% para 37,9% no período.

Assim como no segmento comercial, os imóveis localizados no Centro de Curitiba lideram a lista dos bairros mais procurados para moradia, com 12,8% das locações efetivadas. Em seguida, aparecem Água Verde (6,8%), Portão (5,0%) e Bigorrilho (3,5%).

A inadimplência dos inquilinos segue estável, na casa de 1%, refletindo o investimento das imobiliárias na análise criteriosa, segura e confiável, que contribui para qualificar os inquilinos e para prevenir atrasos no pagamento do aluguel superiores a 30 dias.