Especialista da AACEP lista as principais medidas que os síndicos podem tomar para garantir a segurança e o conforto dos moradores na utilização das piscinas

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Nos dias quentes, as piscinas dos condomínios se tornam um verdadeiro refúgio para os moradores, proporcionando momentos de lazer, relaxamento e convivência social. A área de lazer representa, inclusive, um dos principais atrativos de muitos empreendimentos, pois contribui para a valorização dos imóveis e para a qualidade de vida dos condôminos. Porém, é fundamental que todos os frequentadores sigam boas práticas e respeitem normas de segurança para garantir um ambiente agradável e seguro para todos.

Luiz Fernando Martins, vice-presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP), destaca que a estrutura disposta em alguns complexos habitacionais oferece benefícios para o lazer dos condôminos. Ao mesmo tempo, para que todos possam aproveitar com segurança, algumas recomendações são importantes na gestão dos espaços, dos moradores e dos fornecedores que se envolvem no processo. 

“É preciso ter regras bem claras e transparentes para que todos os condôminos e usuários possam estar cientes daquilo que pode e daquilo que não pode. O síndico pode disponibilizar um aviso na área da piscina, no Whatsapp e nas áreas comuns, por exemplo”, afirma. No entanto, o especialista ressalta que as regras variam de acordo com cada condomínio, que deve adequá-las conforme a sua estrutura.

Para nortear o trabalho dos profissionais, Martins elencou algumas das regras gerais, que podem ser utilizadas como base para garantir o uso harmonioso das piscinas:

 

Restrição de comidas e bebidas na piscina 

Embora seja tentador consumir petiscos e bebidas enquanto se desfruta da piscina, esse hábito pode trazer uma série de problemas, como o risco de sujeira na água e a atração de insetos. A recomendação é que os condôminos e seus convidados consumam alimentos e bebidas nas áreas externas da piscina, mas as delimitações devem ser estabelecidas conforme a estrutura de cada condomínio.

 

Manter a qualidade da água

Por parte dos condôminos, é importante sempre tomar uma ducha antes de entrar na piscina para que o protetor solar não contamine a água. Já por parte do condomínio, a limpeza é a prioridade. A limpeza diária é necessária para retirar folhas e outros resíduos, enquanto o tratamento semanal da água assegura que o pH e os níveis de cloro estejam adequados para garantir a segurança e o conforto dos banhistas.

 

Atenção às crianças nas piscinas

A segurança das crianças deve ser uma preocupação em qualquer condomínio com piscina. Para evitar acidentes, é fundamental que as crianças nunca sejam deixadas sozinhas nas áreas de lazer aquáticas e que, quando acompanhadas, sejam supervisionadas. “Ainda que o condomínio tenha um funcionário na área da piscina ou um controlador de acesso, é importante lembrar que ele não é um cuidador e nem um salva-vidas”, lembra.

 

Proibir objetos de vidro na área molhada

“Nesse espaço, sempre é recomendado proibir qualquer tipo de vidro, sejam de conserva, garrafas ou copos. A queda de um objeto desses pode causar ferimentos e, se cair na água, é preciso interditar a piscina para realizar uma higienização minuciosa”, diz Martins. Por ser frágil, o material pode quebrar facilmente e representar um risco para os usuários da piscina, especialmente para as crianças. Para evitar acidentes, é possível substituí-lo por plásticos, papéis e metais.

 

Delimitar o número de convidados que cada condômino pode levar 

O uso da piscina deve ser equilibrado para evitar superlotação, o que pode comprometer a segurança e o conforto dos moradores. Cada condômino deve ser informado sobre o número máximo de convidados permitidos. ” Em caso de visitantes, determinar se é liberado e quantos visitantes cada apartamento pode levar. A minha recomendação é que sejam até dois convidados por apartamento.”, sugere o especialista.

 

Evitar comportamentos que geram transtornos

Por fim, o bom senso deve prevalecer na utilização dos espaços comuns nos condomínios. No entanto, para balizar algumas ações, o condomínio pode restringir a prática de mergulhos, a utilização de brinquedos que atiram água, as boias de tamanhos excessivos e as caixas de som, por exemplo. Todos os fatores dependem, no fim, das necessidades de cada condomínio e seus moradores.