Josue de Souza, vice-presidente de Lançamentos do Secovi-PR avalia que a alta nos preços é uma correção feita de acordo com a estrutura que a capital oferece

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Entre 56 cidades brasileiras avaliadas em uma pesquisa da FipeZAP, que utiliza como base de análise os anúncios veiculados na internet, Curitiba foi a capital com a maior alta nos preços de imóveis residenciais no Brasil no último ano. O monitoramento destacou que o valor médio de venda na cidade foi de R$ 10.703 por metro quadrado.

Para Josue de Souza, vice-presidente de Lançamentos do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR), a elevação dos valores pode ser considerada uma correção do preço do metro quadrado dos imóveis de Curitiba, que ficava abaixo de outras capitais. De acordo com o especialista, o primeiro trimestre de 2025 já vem consolidando Curitiba como uma das capitais mais valorizadas do país.

“Recentemente, as pesquisas do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), parte do sistema Secovi-PR, também demonstram que o mercado imobiliário continua estabilizado em alta, pois o ticket médio dos imóveis tem aumentado e a emissão de guias de ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis) também tem aumentado significativamente”, afirma.

Efetivamente, o mercado imobiliário reflete a posição de Curitiba diante do cenário nacional. Em relação à qualidade de vida, a cidade se destaca na quinta posição do ranking do Índice de Progresso Social (IPS). Partindo da avaliação de componentes relativos às necessidades humanas básicas, ao bem-estar e às oportunidades, o estudo estabeleceu o ranking que destacou também Brasília, Goiânia, Belo Horizonte e Florianópolis.

Já na avaliação da qualidade ambiental, Curitiba ocupou a primeira posição. O tópico levou em conta fatores como a proporção de áreas verdes no perímetro urbano, as emissões totais de carbono equivalente por habitante por ano, a perda de vegetação, os focos de calor ou de queimadas e a vulnerabilidade climática do município. Por isso, diante do desenvolvimento e da inovação da capital, o mercado imobiliário se mantém aquecido e deve permanecer positivo durante o ano de 2025.

“Mesmo sem financiamento imobiliário ou com pouco crédito imobiliário existente no mercado, os imóveis continuam sendo uma moeda forte. Motivo que tem atraído investidores tanto para moradia quanto para investimento em locação, com pessoas comprando imóveis, muitas vezes, à vista”, adiciona o especialista.