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Cada vez mais presentes, sistemas automáticos e remotos podem se adaptar ao orçamento e fazer a diferença na proteção patrimonial

Invasões a condomínios e residências são um desafio real no Brasil. São Paulo ainda é o estado que lidera as estatísticas, mas no Paraná, embora não existam dados públicos amplamente divulgados apenas para condomínios, levantamentos setoriais apontam centenas de invasões a residências e estabelecimentos, especialmente em Curitiba.

Pesquisas sobre causas mostram que boa parte dos incidentes está relacionada a falhas humanas ou tecnológicas no controle de acesso, o que destaca a importância de soluções inteligentes de segurança, que podem ser acessíveis e sob medida para condomínios de todos os tamanhos, de acordo com Ederson Kolbek, gestor de Negócios da STV Curitiba. 

“A tecnologia de segurança hoje é totalmente modular, o que permite adaptar a solução à realidade de cada condomínio”, explica. Para os de menor porte, ele indica o Controle de Acesso Monitorado, que oferece recursos como reconhecimento facial, gestão de visitantes via aplicativo e monitoramento em tempo real pela central, por exemplo. 

Já a Portaria Remota pode ser a solução para condomínios de médio porte, com atendimento humano especializado 24 horas por dia. “Em ambos os casos, o reconhecimento facial se destaca por eliminar riscos como perda de chaves ou exposição ao procurar controles na rua”, reforça. “As câmeras com Inteligência Artificial também representam um salto de qualidade, pois diferenciam pessoas de animais ou movimentações da vegetação, gerando alertas reais antes mesmo de uma invasão”, completa.

Redução de riscos na prática

A principal redução de risco, diz o especialista, está na eliminação da coação física. Como o operador não está no local, não pode ser rendido para liberar a entrada de invasores. “Além disso, a tecnologia neutraliza falhas humanas: o sistema não ‘esquece’ portões abertos e registra 100% das entradas e saídas com imagem, horário e autorização”, completa. 

Mas, Kolbek salienta que não adianta investir em tecnologia de ponta mantendo cabeamento antigo ou internet instável ou negligenciar a manutenção preventiva dos equipamentos. “Um sensor só é eficiente se funcionar exatamente no momento da ocorrência. E, por trás de tudo isso, é indispensável uma empresa de vigilância acompanhando os eventos para garantir agilidade e eficácia nas tratativas”, lembra.

O que avaliar antes da contratação

Antes de fechar com uma empresa, o síndico deve avaliar a regularização junto à Polícia Federal, a solidez financeira e a capacidade de manter uma operação 24 horas por muitos anos, orienta o especialista. “Também é essencial verificar a conformidade com a LGPD, especialmente no tratamento de fotos e dados biométricos dos moradores, já que a responsabilidade jurídica final é do condomínio”, acrescenta. 

Outro ponto decisivo é o tempo de resposta operacional: a tecnologia identifica o problema, mas quem resolve é a equipe física. Saber em quanto tempo a viatura chega ao local faz toda a diferença. Por fim, é importante ter canais de atendimento diretos e eficazes, evitando depender de um 0800 genérico em situações críticas.